sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

A sombra da Mangueira


À sombra desta Mangueira

            À sombra desta mangueira é mais uma obra maravilhosa da qual, todo educador deveria colocar como um lembre-te quando fosse montar seu planejamento.
Por diversas vezes planejamos muitas coisas a fazer, e por  falta tempo  ou por   acontecimentos  no ambiente escolar  não paramos para olhar em nossa volta.
Como estamos acostumados a ganhar um currículo pronto no qual devemos seguir, nem atentamos muitas vezes  para as necessidades de nossos alunos e mais uma vez reproduzimos  em lugar de pesquisas e questionamentos  quadros cheios  em lugar de debate e trabalho em grupo   atividades que por vez não obtemos os resultados esperados. Então porque preparar alunos críticos? Se podemos  ter alunos comportados e copistas  fáceis de lidar. Quando Paulo Freire fala de aguçar a curiosidade é a voz da criança pedindo a oportunidade para perguntar expressar uma curiosidade  e um questionamento que muitas vezes traz para sala e leva de volta para casa,  por não ter espaço   de se expressar acaba muitas vezes se  frustrando ao ponto de desistir.Portanto esse livro fala da importância de não nós conformar com uma sala de aula,  onde a  curiosidade pode nós tirar da zona de conforto. Podemos nós defender usando situações que encontramos em  nosso País, os baixos salários os recursos escassos em fim temos muitos argumentos, mas infelizmente com isso posso também perder a oportunidade quem sabe  preparar alguém que poderá mudar essa realidade.

 

 

 

 

 

Não ao Preconceito


 

“Ser negro é maravilhoso”
 

Quando eu era pequena, sofria muito com o preconceito. Na infância, eu tinha vergonha de ser negra.Cresci totalmente sem identidade.Nunca tive heróis negros.todos os meus super-heróis eram loiros,de olhos azuis. Minhas bonecas também. Isso sem falar nos meus ídolos .Xuxa,Angélica e Eliana.Imaginava que ser branco era lindo , e ser negro ,uma coisa feia.Isso fazia com que eu ficasse sem vontade de ir á escola, onde era chamada de ‘pixaim’,”carvão”,”urubu”.Só ia á escola para comer .Depois pulava o muro e saía fora,porque não aguentava tanta pressão. Em casa,eu não tinha  apoio,só apanhava.Quando fui morar nas ruas,vivi um preconceito  ainda maior.Apanhava  só por ser negra.E nas filas de adoção,todos preferiam as crianças brancas.Mas virei a página,saí da rua .E fui buscar livros que reforçavam o quanto a minha cor é bonita.Hoje,tenho um filho negro.Sempre o ensino a amar a si mesmo,faço roupas africanas para ele e leio livros sobre a África .Percebo que eu aprendi:ser branco é lindo,mas ser negro é maravilhoso.
Depoimento: Esmeralda Ortiz é jornalista, autora.
 
Reflexão: A reflexão que faço até  aqui  sobre o tema é que Cada vez mais estamos a mercê desse fantasma chamado preconceito.È um sentimento pequeno, mas se descuidarmos torna-se grande através de nossas ações ,pensamentos e atitudes.Portanto necessário é levantar uma bandeira contra o preconceito,Ciente que para mudar essa realidade,não será uma tarefa fácil teremos todos os dias de lutar com esse sentimento que tem destruídos muitos sonhos e frustrado muitas  pessoas. Para combater será necessário promover a igualdade,enriquecer a discussão sobre a cultura afro,criando projetos que valorizem esse tema e  por fim  nos tornar guardiões de nossas próprias atitudes.