os mortos necessitariam alimentos, habitação digna e até mesmo local para acolher as visitas.
No mundo romano e em toda a cultura grego -romana, não há dúvidas de que a vida continua depois da morte, inclusive havia a necessidade do ''repasto', isto é, o costume de levar alimentos e até bebidas para o morto, no terceiro, sétimo e trigésimo dia. E esta ideia estava tão profundamente enraizada na mentalidade do povo que o cristianismo teve que colocar as diferentes missas, nos dias da prática pagã. Já nas culturas orientais, no hinduísmo e depois no budismo, a grande preocupação do homem é ir-se preparando para voltar ao mundo divino. Enquanto aqui se falava concretamente em atingir o nirvana, ali se falava na reintegração definitiva no Brahman e na definitiva libertação do Samsará.
Já no judaísmo testamentário mas especialmente no cristianismo afirma-se cada vez mais claramente a ideia da ressurreição. É a transformação total da vida presente naquilo que o homem será definitivamente diante de Deus.
O cristianismo afirma a verdade da ressurreição, partindo concretamente da ressurreição de Jesus Cristo que teve o seu corpo totalmente transformado e, com características novas.
O que foi visto e presenciado por muitas pessoas, tidas como testemunhas do Cristo vivo e ressuscitado.
O que caracteriza mesmo a fé na ressureição é seriedade desta vida., uma vez que temos apenas uma passagem pelo mundo, como única oportunidade a nos preparar para a definitiva ressurreição.
Esta consciência faz com que os cristãos olhem para frente na esperança, na certeza de ver um dia transformado em definitivo tudo aquilo que hoje se vive no provisório, na absoluta transitoriedade de todos os projetos humanos.
A reencarnação
Bem diferente é a experiência daqueles que acreditam na reencarnação. Para eles, depois desta vida presente há muitas outras oportunidades de encarnação. Se não der para se preparar bem, na vida presente, haverá uma outra chance, para melhorar, na próxima encarnação... É quase como o desenhista, que vai passando alimpo o seu desenho e vai melhorando os diferentes traços, até ficar plenamente a contento.
Fontes
Jornal Mundo Jovem
Novembro de 1998 Ensino Religioso
pag.18
Novembro de 1998 Ensino Religioso
pag.18
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